Karma ou Mavic Pro? Descubra qual drone dobrável comprar

por RAQUEL FREIRE
Para o TechTudo

Dois lançamentos estão movimentando o segmento de drones em 2016: o Karma, da GoPro, e o Mavic Pro, daDJI. Os dois modelos têm como principais apelos o design dobrável e a facilidade de uso, características que chamam atenção de iniciantes, por exemplo. Eles chegam para disputar o mercado diretamente, com ficha técnica similar em muitos pontos.

Karma, drone da GoPro, aposta na simplicidade para atrair público

O Mavic Pro já pode ser comprado nos Estados Unidos por US$ 999 (aproximadamente R$ 3.230, em conversão direta). A DJI prometeu que o modelo chega ao Brasil ainda neste ano, mas não revelou preço. Já o Karma está previsto para desembarcar no país em março de 2017, também sem preço divulgado. No exterior, o dispositivo começará a ser vendido em outubro, custando U$ 799 (R$ 2.580).

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Karma ou Mavic Pro? Decida qual drone tem ficha técnica ideal para você (Foto: Arte/TechTudo)

Devido às semelhanças entre os drones, o TechTudo preparou um comparativo de ficha técnica para ajudar a avaliar as especificações de cada modelo. Confira a seguir e veja qual dirigível atende melhor às suas necessidades.

Drone Karma, da Go Pro, tem design dobrável (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)
Drone Karma, da Go Pro, tem design dobrável (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)

Design: Mavic Pro

Os dois drones têm visual elegante. Contudo, o visual sóbrio do Mavic Pro dá a impressão de que ele é mais robusto do que o rival. Isso, porém, não é verdade, pois o modelo da DJI é menor e mais leve. Com hélices, bateria e gimbal, são 743 gramas de peso, contra 1006 g do Karma, sem a câmera.

Apesar disso, é no tamanho que o Mavic garante a vitória neste quesito. Aberto, a diagonal mede 33,5 cm, bem menos que a largura do Karma (41,1 cm). Quando dobrado, o quadricóptero da DJI tem comprimento de 19,8 cm, diante dos 30,3 cm do Karma. O gadget apresenta ainda 8,3 cm de altura e largura, enquanto o rival traz 11,7 cm e 41,1 cm.

As dimensões do Mavic Pro garantem que ele caiba em qualquer mochila, e não apenas no estojo próprio, como é o caso do Karma. Se a aposta era em design compacto, a DJI entregou um corpo menor e, com isso, mais fácil de carregar.

Mavic Pro é menor e mais leve que Karma, da GoPro (Foto: Divulgação/DJI)
Mavic Pro é menor e mais leve que Karma, da GoPro (Foto: Divulgação/DJI)

Distância e velocidade: Mavic Pro

Tanto na velocidade quanto nas distâncias percorridas, o Mavic Pro é campeão disparado. O drone consegue voar até 13 km horizontalmente (7 km em relação ao controle), enquanto o Karma faz, no máximo, 1 km. O desempenho também é melhor na altitude, embora a diferença seja menor. Afinal, o drone DJI alcança 5 km de altura, contra 4,5 km do gadget GoPro.

O Mavic ainda voa mais rápido, atingindo 65 km/h versus 54 km/h do Karma. Vale ressaltar que, para os dois drones, fatores como vento e bateria podem alterar esses índices.

Autonomia de voo: Mavic Pro

Mais uma vez, o Mavic Pro sai à frente. O Karma ostenta uma bateria li-po de 5.100 mAh, que suporta até 20 minutos de voo. Já a bateria do Mavic Pro, mesmo com capacidade de 3.830 mAh, promete manter o drone no ar por até 27 minutos. Ainda que a diferença não seja tão grande, sete minutos é suficiente para gravar bastante imagem.

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Mavic Pro pode voar por até 27 minutos (Foto: Divulgação/DJI)

Câmera: empate

A análise deste quesito deve ser feita com certa cautela, porque os drones têm abordagens bastante diferentes no que diz respeito às câmeras. O modelo da DJI traz câmera com sensor CMOS de 1/2.3″, com 12,32 MP, que acompanha lentes de 28 mm, com abertura de f/2.2. Ela traz faixa de ISO de 100-3200 no vídeo e 100-1600 na foto, tem velocidade do obturador de 1/8000s e grava em 4K (30p).

O Karma não tem uma câmera embutida, mas é compatível com as GoPro Hero4 Black, GoPro Hero 4 Silver, GoPro Hero5 Black e GoPro Hero5 Session. Cada uma delas traz especificações e recursos diferentes entre si, sendo que apenas a GoPro Hero4 Silver não tem capacidade para vídeos 4K. Em termos práticos, os usuários das duas câmeras vão conseguir tirar fotos em torno de 12 megapixels e filmar com ultra resolução.

Há, portanto, vantagens e desvantagens nas duas características. Por um lado, o drone da DJI entrega excelente câmera, dispensando o usuário de gastar mais dinheiro com um equipamento à parte. Por outro lado, as câmeras dedicadas da GoPro têm mais recursos individuais, dando maior liberdade para criação de filmes. Considerando que ela é um pouco mais barata, quem já tem uma câmera de ação compatível tende a preferir essa opção.

Controle do Karma, da GoPro, parece videogame (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)
Controle do Karma, da GoPro, parece videogame (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)

Controle e recursos: empate

O controle do Karma é um dos seus pontos altos. A GoPro colocou tela HD de 5 polegadas no acessório, que pode funcionar como um simulador de voo para os iniciantes. Operando na faixa de 2,4 GHz, ele pode se conectar a até três dispositivos via aplicativo, disponível para celulares com Android e iPhone (iOS). Assim, uma pessoa pode estar no comando do drone, enquanto outra opera a câmera, por exemplo.

O Mavic Pro, por sua vez, traz controle sem grandes atrativos, com aparência de joystick e também operando na banda 2,4 GHz. No entanto, outros recursos do drone fazem frente às novidades apresentadas no controlador rival. Entre os detalhes que mais chamam atenção, estão a capacidade do quadricóptero DJI de voltar sozinho para o ponto de partida, caso perca o sinal, e o modo de identificação de gestos, ideal para selfies.

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Mavic Pro traz recurso de reconhecimento de gestos (Foto: Divulgação/DJI)

Com pontos positivos e negativos nos dois modelos, é possível dizer que tanto um quanto o outro empatam em termos de funcionalidades extras.

Conclusão

Com muito mais experiência no segmento de drones, a DJI conseguiu deixar seu Mavic Pro mais bem acabado, trazendo especificações mais robustas por um preço relativamente acessível. A estreante tem a popularidade do nome GoPro a seu favor – o que não é pouca coisa -, mas, em termos técnicos, ainda fica devendo à concorrente. Ainda assim, como os preços ainda não foram definidos para o Brasil, é possível que o custo-benefício entre os dois seja bem próximo.

 

FONTE DO ARTIGO ( Leia na Íntegra )
http://www.techtudo.com.br

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