Drones são usados como estratégia da Apple para concorrer com o Google

smo com uma série de percalços ao longo do caminho, a Apple não parece estar nem um pouco disposta a desistir de seu aplicativo de localização, o Apple Maps. Na verdade, a companhia anda se mostrando realmente certa de que pode fazer o app vingar, já que a mais nova ideia da companhia para o produto tem o objetivo de deixá-lo mais próximo da qualidade do dominante Google Maps. Como eles querem fazer isso? Recheando o céu de drones para escanear as cidades em um ritmo frenético.

Pelo menos, tudo indica que esse é o próximo plano da gigante de Cupertino para sua solução de mapas. De acordo com a Bloomberg, fontes próximas ao projeto afirmam que a Empresa da Maçã já tem em mãos uma quantidade generosa desses veículos voadores para promover uma iniciativa que deve ajudar a mapear de forma muito mais ágil – e com maior precisão – as ruas dos Estados Unidos.

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Será que os norte-americanos vão ser observados pelos drones da Apple em breve?

A ideia, segundo os relatos, é substituir definitivamente o método atual de coleta de dados, que utiliza minivans modificadas que circulam pelas vias para registrar o “passeio” – da mesma forma que os icônicos carros da Google. Com a novidade, essa etapa passa, teoricamente, a evitar entraves rotineiros desse processo, como trânsito e vias em obras, e ganha a habilidade de atualizar trechos obstruídos ou de registrar placas e pontos de interesse com muito mais facilidade. As boas notícias, no entanto, parecem ficar por aí.

Bom demais para ser verdade? Provavelmente, sim

Embora o Apple Maps tenha melhorado significativamente nos últimos tempos, a vontade da Apple de tentar chegar o mais perto possível da sua concorrente – utilizando para isso artifícios mais ousados e arriscados – pode acabar colocando tudo a perder. A burocracia na hora de manobrar drones em ambientes urbanos, por exemplo, pode se provar algo fatal para essa nova fase do aplicativo.

Ok, a Empresa da Maçã, de acordo com as fontes da Bloomberg, já conseguiu permissão da agência de aviação norte-americana para operar veículos aéreos não tripulados e coletar dados com eles. Embora esse seja um passo importante do ponto de vista legal, a autorização comercial não é um aval para que a companhia possa fazer o que quiser no espaço aéreo das grandes metrópoles e capitais do país.

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A Apple quer que o seu aplicativo de mapas ganhe agilidade

Para começo de conversa, o contrato supostamente diz que a Apple só pode voar com seus drones durante o dia e que, em todo o percurso, o equipamento deve estar no campo de visão do seu condutor remoto. Como é? Acha que essa restrição de locomoção é tranquila? Saiba então que outra regra impede os dispositivos de circularem por cima de pessoas e edifícios, uma decisão que complica ainda mais esse tipo de coleta de dados.

Felizmente, para contrabalançar esse aspecto duvidoso do projeto, a companhia também deve usar medidas um pouco menos extravagantes para conquistar o público que continua usando o Google Maps em iPhones e iPads. Um dos recursos planejados para 2017, por exemplo, adiciona uma série de itens de navegação interna ao Apple Maps. Com isso, o usuário pode achar seu caminho em aeroportos ou museus. E você, anda dando uma chance para o app da Apple?

 

 

FONTE GIZMODO/WILLIAM TURTON

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