A inteligência artificial em sistemas de UAV.
Não é novidade para ninguém que os drones compõem um dos pilares da transformação tecnológica que o nosso mundo vem sofrendo no presente século, e mesmo eles também sofrem transformações conforme surgem novas demandas e técnicas para sua utilização.
Os drones atualmente já são utilizados para fazer filmagens festivas, pulverização agrícola, captação de imagens aéreas, inspeções, e levantamentos geológico, mas um novo conceito vem surgindo com força nesses anos: a inteligência artificial aliadas a aeronaves não tripuladas.
Muitos até podem imaginar que esse conceito já é plenamente conhecido no meio das UAVs devido a essas aeronaves já possuírem sistemas de voo autônomo, mas tal justificativa não é válida para esse caso. Tais funcionalidades, se bem que muito vantajosas, não podem ser consideradas como inteligência artificial, mas sim métodos de operação autônoma a partir de um algoritmo já estabelecido. Mas qual é a grande diferença? Afinal para podermos entender quais são as vantagens dessa aliança precisamos entender melhor o conceitos de inteligência artificial.
De maneira bem básica, a inteligência artificial compõem um conjunto de algoritmos de aprendizado de máquina, pelo qual o computador possuirá capacidade de lhe-dar com determinadas situações e criar suas próprias respostas para resolvê-las, armazenando os dados processados para que em casos similares a máquina possa realizar suas funções em tempos cada vez menores. Isso pode acontecer tanto na realidade computacional, quando a partir de uma série de informações numéricas ou qualitativas é traçada uma linha de comando que interagirá apenas no software; ou pela comunicações com o mundo físico, feita através de sensores que geram dados calculáveis para uma ação ou tomada de decisão da entidade robótica. É o computador pensando por si mesmo como irá resolver esse ou aquele problema da maneira mais prática.
Alguns tipos de processo de inteligência já são sim utilizados nesse ramo, como por exemplo no métodos de estabilização de voo a partir de acelerômetros, controle de altitude e similares. Não negamos que essas técnicas já sejam embarcadas nos VANTs, mas temos de esclarecer que no caso de planejamento e execução de missão, isso não pode ser considerado aprendizado ou tomada de decisão de máquina, mas sim obediência a comandos já impostos pelo piloto. Não devemos confundir.
Mas então, qual é a novidade? Devemos observar que em grande maioria esses sistemas de resposta de máquina, no caso dos drones, foram feitos no sentido de corrigir trajetórias e manter a estabilidade. Mas recentemente está se desenvolvendo o conceito de execução de tarefa com IA (Inteligência Artificial) no drone, o que é um avanço considerável. Já podemos sem dificuldade encontrar vídeos de drones executando tarefas rápidas como as de jogar “tênis” com um parceiro humano ou até mesmo com outra máquina. Também vemos casos em que são calculadas trajetórias em pequenas passagens as quais um piloto teria pouquíssima possibilidade passar com o VANT.
Mas isso é funcional? Com certeza os casos relatados acima possuem uma perspectiva muito recreativa, mas o que devemos analisar á a possibilidade de embarcar sistemas de aprendizado de máquina para execução de tarefas, e não mais apenas para realinhamentos e estabilizações necessárias para determinadas condições meteorológicas.
Já existem inclusive grande interesse de empresas para que os drones sejam utilizados para entregas de mercadorias comuns, fast-foods e pequenas encomendas, e um sistema integrado de drones ligados a uma rede com trajetórias pré estabelecidas simulando um malha de trânsito aéreo para atender essa demanda não está tão longe quanto pensamos, o que tem tudo a ver com o sistema de IA tratado até o momento. Na América do Norte essa possibilidade já está sendo estudada.
Assim vemos que a inteligência artificial vem sendo e será ainda mais um dos grande aliados da tecnologia dos VANTs, pois a partir da facilidade de mobilidade aliada com lógica do aprendizado de máquina, eles poderão em muito otimizar tarefas que nos dias de hoje ainda demandam muito tempo e dinheiro.
Abaixo, links de alguns vídeos demonstrativos:
Escrito por Diogo Santiago Sobral, Engenheiro Mecânico.
